Esporte e Educação

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Vamos dar uma conferida? Encontro da Redes Vidas Ativas!

Faça sua inscrição: 10ª Maratona de Esporte e Desenvolvimento Humano

Foi uma conversa potente! Conhecimentos acadêmicos, de vida, de experiências! Reflexões e
proposições.
As desigualdades sociais e as infraestruturas urbanas e suas funcionalidades são alguns aspectos que impactam as pessoas e sociedades serem mais ativas. Estes temas nortearam o encontro de setembro da Redes Vidas Ativas com convidadas muito especiais.
Ricardo Barbosa, coordenador do grupo de pesquisa-ensino-extensão Rede Mobilidade Periferiasconcluiu sua fala inicial com algumas reflexões e proposições:

  • A pesquisa origem e destino do Metrô mostra uma tendência de queda dos modos ativos e aumento dos modos individuais motorizados. Preocupante!

  • PAC das Calçadas: urgente em termos de cidadania adequar/construir as calçadas onde é necessário e com arborização. Estas questões não geram votos - pedestres são considerados de cidadania inferior -, mas melhoram a qualidade de vida.

  • Experiência da Paulista Aberta para periferias.

  • Valorização de parques e praças, conectando ao sistema cicloviário, aos equipamentos dos territórios. Pensamento mais amplo e sistêmico.

  • Pensar em espaços nos bairros abertos à população. Por exemplo, escola do bairro ser central para atividades esportivas e culturais, valorizando as experiências locais existentes. Escolas foram se fechando e virando “prisões”. Precisamos de uma cidade mais ativa e justa para todas as pessoas.
    Aline Silva, atleta olímpica e fundadora da Mempodera compartilhou momentos e aprendizados das fases de sua vida:

  • Necessidade de diminuir a lógica da “peneira” no esporte, dar mais oportunidades.

  • O número de mulheres praticantes de esporte cai drasticamente ao longo da vida e os homens acabam indo para a gestão e mantendo o ciclo de desigualdade.

  • O esporte tende a ser um ambiente muito abusivo, por exemplo, quando pune por atrasos, erros; quando técnicos gritam, agridem verbal e fisicamente para “estimular”. Quem sobrevive no esporte?

  • Ainda há muito a ser feito para o equilíbrio da balança, para termos mais oportunidades e ambientes acolhedores que criem memórias afetivas e levem à prática do esporte para a vida.

  • O esporte se relaciona com o todo, a educação, as desigualdades sociais. Necessário preparar um ambiente seguro para as pessoas terem uma relação bem resolvida com o esporte.
    Ficou pensativa, curioso? Teve muito mais: diálogo com as pessoas participantes, comentários, indagações, indignações...
    A Redes Vidas Ativas é um espaço de conexão entre coletivos, instituições e pessoas que buscam promover vidas e sociedades mais ativas. Vamos unir forças em temas como atividade física, saúde, esporte, mobilidade ativa, desenvolvimento humano, meio ambiente e muito mais!
    Você pode conferir como foi a conversa toda clicando aqui e acessando a gravação.
    Fonte: Blog do Prodhe – Cepeusp - https://vidasmaisativas.blogspot.com/2024/09/vamos-dar-uma-conferida-encontro-da.html

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