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Projeto voluntário dá aulas de badminton para jovens de Niterói

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Projeto voluntário dá aulas de badminton para jovens de Niterói

Escrito por ANA PAULA BLOWER para o O Globo NITERÓI — Ele poderia ter terminado a carreira como atleta profissional e seguir dando aulas em…

Dez dos seus alunos já competem profissionalmente. Uma delas é a atual campeã brasileira em sua categoria. Com a ajuda daquele que acreditou em seu potencial, seu antigo professor José Inácio dos Santos, e de forma voluntária, Alcantara batalha pelo sonho dos meninos de seguir carreira no esporte.

Apesar das conquistas, o desafio financeiro ainda é grande: apenas um atleta tempatrocínio. Com a bolsa que recebe do Instituto Trevo, membro da REMS, Felipe Ribeiro, de 16 anos, consegue direcionar toda sua energia para o esporte, sem perder tempo com preocupações financeiras. O rendimento do jovem atleta ganha reforço com apoio de uma equipe multidisciplinar e de cestas básicas funcionais.

Felipe joga para que não seja o único patrocinado do Éo Bad por muito tempo:Felipe Ribeiro, atleta do projeto Éo Bad (Foto: Divulgação Instituto Trevo)— Estou tentando abrir as portas para a equipe inteira. O legado do projeto é ajudar o próximo e incentivar o desenvolvimento do perfil do atleta — explica o adolescente. Mesmo com os desafios econômicos que enfrenta para seguir na carreira, a menina Maria Elizabeth Ferreira, de 13 anos, já mostra conquistas de peso no esporte, que é uma mistura de tênis e vôlei jogado com peteca e raquete: em 2015 venceu, na categoria sub-15, o campeonato brasileiro de badminton.

Sob a orientação de Alcantara, treina cinco dias por semana em até dois turnos. A disciplina é a única certeza que tem. — Perdemos muitos talentos por falta de oportunidade.

É um trabalho de formiguinha, mas que transforma a vida desses jovens. Mesmo que não queiram seguir carreira no esporte, com os treinos, não ficam na rua e conhecem um novo mundo — comenta o criador do projeto. A quadra em que dá aulas, no Pró Cubango, não tem a infraestrutura ideal para os treinos.

Principais destaques

ventilação, iluminação. Mas nada disso parece, entretanto, tirar o foco do professor e de seus alunos. O projeto segue determinado com apoio de moradores da região, pais e amigos.

A ajuda vem de diversas formas: do preço mais barato do aluguel da quadra à confecção de uniformes e doação de calçados para os jovens. — Falo sempre com eles: temos que lembrar da nossa história, mas gosto de reforçar que hoje são vencedores. Foram eles que conquistaram os resultados — diz Alcantara.

A história sobre a qual ele se refere é o deslizamento da encosta do Morro do Bumba, em abril de 2010, no qual muitos dos meninos do Éo Bad perderam familiares e o local onde moravam. QUE ESPORTE É ESSE? O badminton, que é modalidade olímpica desde 1992, ainda não é tão popular por aqui.

Ao contrário do Oriente, onde é muito praticado em países como Japão e China. A maneira como se joga hoje nasceu na Índia, no período da colonização britânica, com o nome de “poona”. Ainda no século XIX, ganhou visibilidade quando oficiais britânicos em missões naquele país conheceram o esporte, gostaram e levaram as petecas e raquetes para a Europa, onde foi nomeado como badminton.

Artigo original:https://oglobo.globo.com/rio/bairros/projeto-voluntario-da-aulas-de-badminton-para-jovens-de-niteroi-19004231

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